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MULHER QUE VIVIA EM SITUAÇÃO DE ESCRAVIDÃO É RESGATADA

"Eu trabalhava de manhã, de tarde e de noite, 24 horas. Passava, lavava, fazia uns trem lá, limpava a casa inteira e ela não me deu nenhum centavo".


O desabafo é da empregada doméstica Cíntia Domingos, de 34 anos, que ficou trabalhando em uma casa em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, sem receber nada. De acordo com a Polícia Civil, ela estava em situação análoga à escravidão em Campo Grande (MS). Cíntia, que mora em Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi resgatada depois de passar nove meses em situação semelhante à escravidão no Mato Grosso do Sul.

Segundo as investigações, a vítima foi levada para Campo Grande por uma idosa de 70 anos, para quem a mãe dela trabalhou durante alguns anos, para trabalhar na capital sul-mato-grossense.

Ela era obrigada a realizar serviços domésticos sem remuneração, comia restos de comida e era proibida de manter contato com outras pessoas e de se locomover, de acordo com a delegada.

A mulher permaneceu nesta situação por cerca de nove meses até que, no dia 21 de março, conseguiu fugir da casa, onde era mantida em cárcere, e foi encontrada na rua pedindo socorro. Ela recebeu ajuda de uma igreja, que fez contato com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Campo Grande. A unidade acionou a Delegacia de Polícia Civil em Mateus Leme.

Após um trabalho integrado das polícias dos dois estados, a vítima voltou a Minas Gerais nesta segunda-feira (29). Ela desembarcou no aeroporto em Confins, na Região Metropolitana, e foi levada para uma unidade de pronto atendimento de Mateus Leme.


Créditos: Danilo Girundi / G1

https://g1.globo.com/

Foto: Danilo Girundi / TV Globo


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